A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 reserva um momento de particular emoção para Abdellah Elasaassi, de 39 anos. Natural de Marrocos, Abdellah deixou seu país natal no início do ano e fixou residência em Campo Grande, no dia 7 de janeiro. Desde então, tem buscado estabelecer uma nova rotina na capital sul-mato-grossense, longe de sua família, mas próximo de uma paixão universal: o futebol.
Atualmente morador do Bairro Paulo Coelho Machado, Abdellah trabalha em um frigorífico na cidade. Sua vinda ao Brasil foi motivada pela busca por trabalho, estudos e novas oportunidades de vida, visando uma rotina mais tranquila. A escolha por Campo Grande, conforme relatos, se deu pela combinação de uma cidade com ritmo mais sereno e o potencial para um recomeço.
Neste sábado (13), o processo de adaptação de Abdellah será testado de forma peculiar com o confronto entre Brasil e Marrocos, válido pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida está programada para ocorrer em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Entre colegas de trabalho e conhecidos em Campo Grande, a dualidade de sua torcida tem sido tema de brincadeiras bem-humoradas. Questionado sobre sua preferência, Abdellah não hesita em expressar seu sentimento: “Vou torcer 50% para cada lado. Sou marroquino, mas tenho um coração brasileiro”, declara.
Essa divisão de sentimentos é compreensível. De um lado, Marrocos, seu país de origem, onde residem familiares e amigos. Do outro, o Brasil, nação que o acolheu há seis meses e onde ele se dedica a construir uma nova etapa em sua vida. A expectativa para o jogo entre as seleções é generalizada, conforme observado.
Mesmo à distância, Abdellah mantém contato com amigos e familiares em Marrocos para acompanhar a Copa. Ele compartilha discussões sobre os jogos, acompanha os resultados e troca impressões sobre as partidas. Para alguém que cresceu em um país com forte paixão pelo futebol, o torneio transcende a esfera competitiva, representando um elo de família, amizade e identidade.
Na edição anterior da Copa do Mundo, Abdellah ainda vivia em Marrocos e pôde presenciar a notável campanha de sua seleção, que alcançou as semifinais do torneio em 2022, um feito inédito para uma equipe africana. Atualmente, vivencia o Mundial em um novo cenário, com outro idioma e uma rotina distinta daquela de quatro anos atrás.

