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Maio Pela Vida: A Articulação da Rede de Saúde para um Cuidado Materno Mais Humano e Seguro em Mato Grosso do Sul

Fortalecendo a Rede de Atenção Materno-Infantil

Durante todo o mês de maio, uma série de oficinas batizada de ‘Maio Pela Vida – Qualificando o Cuidado Materno’ mobilizou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e as Secretarias Municipais de Saúde em Campo Grande. O objetivo central foi aprimorar a integração e a qualidade da assistência oferecida a gestantes, puérperas e recém-nascidos, com um foco explícito na diminuição dos índices de mortalidade materna e infantil no estado.

As atividades concentraram-se em importantes maternidades da Capital, como o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), a Santa Casa de Campo Grande, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP-UFMS) e a Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (AAMI Cândido Mariano). Nessas unidades, reuniram-se profissionais de diferentes níveis de atenção: da Atenção Primária à Saúde (APS), da Atenção Ambulatorial Especializada e das equipes hospitalares.

Conectando Pontos Críticos da Assistência

A estrutura das oficinas foi pensada para encurtar distâncias entre os serviços. A ideia era promover um diálogo direto entre os profissionais que acompanham as gestantes no pré-natal e as equipes que atuam no momento do parto e nascimento. Essa aproximação visa superar gargalos e melhorar o fluxo de informações e cuidado.

A discussão sobre os desafios enfrentados em Campo Grande, que concentra o maior número de nascidos vivos do estado, revelou a necessidade de estratégias conjuntas. Os temas abordados foram selecionados a partir das principais causas identificadas para óbitos maternos, como complicações decorrentes de síndromes hipertensivas da gestação, diabetes gestacional e hemorragias. O cenário de Mato Grosso do Sul, que apresenta uma tendência de aumento na mortalidade materna, exige um engajamento de gestores e profissionais de todos os níveis de atenção para uma assistência cada vez mais qualificada.

O Elo Essencial entre a Atenção Primária e as Maternidades

Um dos pilares da iniciativa foi o estreitamento da relação entre as maternidades e as equipes da Atenção Primária à Saúde. Este nível de atenção é o que mantém o contato mais próximo e contínuo com as gestantes e suas famílias ao longo de toda a gestação. A proposta foi criar um espaço de diálogo para compartilhar experiências e construir um cuidado verdadeiramente integrado.

As maternidades puderam apresentar suas rotinas, fluxos de trabalho e práticas exitosas para os profissionais das unidades básicas de saúde. A expectativa é que esses encontros não sejam pontuais, mas que promovam uma colaboração contínua na busca por melhorias nos serviços e pela redução dos índices de mortalidade materna.

Conhecimento como Ferramenta de Prevenção e Cuidado

As oficinas também tocaram em temas sensíveis como violência sexual e abortamento legal, com discussões realizadas em um hospital referência estadual no atendimento a vítimas de violência sexual. Essa abordagem integradas ações do ‘Maio Pela Vida’ com o ‘Maio Laranja’, mês dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A reflexão sobre as causas dos óbitos é vista como um passo fundamental para a prevenção de novas perdas. O estudo de cada óbito materno ou infantil é encarado como uma oportunidade de identificar falhas e implementar transformações que garantam a segurança e a vida da população.

Construindo uma Rede Mais Segura para Mães e Recém-Nascidos

A segurança do paciente e a qualidade da assistência foram temas recorrentes, com a troca de experiências entre os diferentes serviços sendo destacada como um instrumento essencial para o fortalecimento do cuidado. O objetivo é construir uma rede de assistência cada vez mais robusta, onde a qualificação dos profissionais e a integração entre os serviços maximizem as chances de melhores desfechos para mães e bebês.

O fortalecimento do pré-natal, especialmente em unidades de saúde da família, é visto como um diferencial. Profissionais bem capacitados desde o início da gestação podem garantir um acompanhamento mais seguro, principalmente em casos de gestações de baixo risco, impactando diretamente na qualidade do cuidado oferecido.

Um Compromisso Contínuo com a Vida

O mês de maio, marcado pelo Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e pelo Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, reforça a importância da conscientização sobre os direitos das gestantes e a necessidade de uma assistência qualificada em todas as fases, do pré-natal ao pós-parto. As ações realizadas em Mato Grosso do Sul refletem um compromisso em aprimorar os serviços de saúde materno-infantil e garantir um futuro mais seguro para as famílias sul-mato-grossenses.

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