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Posto de Campo Grande se destaca como referência nacional em atendimento a autistas

Destaques:

  • Posto do Pátio Central responde por 20% das CIN com identificação de TEA emitidas em MS
  • Investimento de R$ 82 mil em estrutura adaptada e capacitação de servidores
  • 13.647 documentos com marcação de deficiência já emitidos em todo o Estado

O posto de identificação do Pátio Central, em Campo Grande, consolidou-se em um ano como modelo nacional de atendimento inclusivo a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa “Posto Amigo do Autista”, inaugurada em janeiro de 2024, já emitiu 1.098 Carteiras de Identidade Nacional (CIN) com o símbolo do autismo, representando 20% do total estadual dessa categoria.

Alcance numérico e liderança estadual

Como unidade de maior movimento em Mato Grosso do Sul, o local registrou mais de 134 mil documentos expedidos desde a implantação da nova CIN, correspondente a quase um quinto da produção total do Estado. A média de 500 atendimentos diários intensificou o desafio de combinar eficiência com equidade, impulsionando a criação da sala adaptada. Dados oficiais confirmam que mais de 13,6 mil documentos já foram emitidos com algum tipo de identificação de deficiência em MS, sendo o TEA a condição mais comum.

Estrutura e capacitação para inclusão

A sala “Posto Amigo do Autista” foi concebida para superar barreiras sensoriais e comportamentais identificadas no atendimento tradicional. Com isolamento acústico, recursos táteis e elementos de previsibilidade ambiental, o espaço reduz sobrecargas durante a coleta biométrica – etapa crítica para muitos autistas. O investimento de R$ 82 mil, viabilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), contemplou também capacitação técnica da equipe, promovendo uma mudança cultural no atendimento público.

Impacto na cidadania e direitos fundamentais

Antes da iniciativa, casos de interrupção de atendimentos ou necessidade de procedimentos domiciliares eram frequentes. O ambiente controlado e o treinamento dos servidores minimizaram essas situações, permitindo a conclusão do processo com maior tranquilidade. Além de garantir acesso fundamental à documentação, o projeto alinha-se a princípios de compliance social, ampliando o papel do Instituto de Identificação como agente de inclusão.

Para muitas famílias sul-matogrossenses, a emissão do documento transcende o ato burocrático, simbolizando pertencimento e acesso a direitos. A experiência do Pátio Central demonstra que políticas públicas eficazes exigem estrutura física adequada, capacitação contínua e escuta às necessidades específicas dos cidadãos, estabelecendo um novo padrão para o atendimento inclusivo no serviço público brasileiro.

Obtido via RSS Feed para: agenciadenoticias.ms.gov.br

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