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Orgulho de MS: Bioparque Pantanal celebra quatro anos como referência global em ciência e sustentabilidade

O Bioparque Pantanal completou, neste sábado (28 de março), quatro anos de uma trajetória que o alçou ao posto de maior aquário de água doce do planeta. Localizado em Campo Grande, o empreendimento não é apenas um ponto turístico, mas consolidou-se como um centro internacional de excelência em conservação, acessibilidade e pesquisa científica, elevando o nome de Mato Grosso do Sul no cenário mundial.

Ao longo desses 48 meses, o complexo acumulou marcos históricos. Um dos principais é a conquista da certificação ouro de sustentabilidade pela Green Destinations. O selo atesta o rigor do Bioparque em critérios de governança, uso consciente de energia e gestão hídrica, provando que é possível aliar o turismo de massa à preservação ambiental rigorosa.

Ciência e Preservação da Vida

Para além da contemplação, o Bioparque funciona como o maior banco genético vivo de água doce do mundo. Até o momento, a equipe técnica já obteve sucesso na reprodução de mais de 100 espécies, incluindo o cascudo-viola, peixe que corre risco de extinção. Esse trabalho de manejo especializado é fundamental para garantir a diversidade genética da ictiofauna pantaneira a longo prazo.

A relevância acadêmica do local é reforçada por parcerias com universidades e centros de pesquisa, resultando em artigos científicos que baseiam novas estratégias de bioeconomia. Esse reconhecimento técnico fará do Bioparque a sede do Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) em maio deste ano, atraindo especialistas de todo o país.

Impacto Global e Educacional

Os números de visitação impressionam: mais de 1,5 milhão de pessoas já percorreram os tanques do complexo, com turistas vindos de mais de 140 países. No ambiente digital, o Google referenda o espaço como o aquário com a melhor avaliação do mundo por parte dos usuários.

No âmbito social, a educação ambiental é o grande pilar. Mais de 130 mil estudantes já participaram de atividades pedagógicas no local. Para a diretora-geral, Maria Fernanda Balestieri, o Bioparque cumpre sua missão como agente transformador ao conectar a sociedade à ciência. O sentimento é compartilhado por visitantes como Inês Gonçalves, de Corumbá, que vê no local um símbolo de orgulho regional, e pelo turista alemão Gunter Schneider, que define a experiência como um “exemplo inspirador de padrão internacional”.

O complexo já serviu até como palco para debates da COP15, reafirmando que o Pantanal, visto através dos vidros do Bioparque, é hoje uma pauta estratégica para a conservação global.

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