A Polícia Civil de Três Lagoas deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Caronte, um esforço conjunto para elucidar o homicídio de Kauã Ferreira da Silva, de 18 anos, morador de Chapadão do Sul. A ação contou com a participação do Setor de Investigações Gerais (SIG), do Núcleo Regional de Inteligência (NRI) e da 2ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, além do apoio fundamental da Polícia Penal.
O corpo da vítima foi encontrado semienterrado e em avançado estado de decomposição na zona rural de Três Lagoas.
As investigações sobre o caso tiveram início há alguns meses, conduzidas pelo SIG e pelo NRI, mesmo diante da ausência total de informações sobre as circunstâncias do crime e da complexidade na identificação da autoria.
Ao longo dos trabalhos investigativos, que contaram com o suporte da 2ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, dezenas de testemunhas foram ouvidas. A equipe também realizou a análise de imagens de câmeras de segurança e empregou diligências com uso de tecnologia da informação e provas digitais, incluindo a quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos.
As apurações indicaram, de forma inequívoca, o envolvimento de três indivíduos no crime. A motivação estaria relacionada a um acerto de contas, em razão do envolvimento da vítima com facções criminosas. Kauã Ferreira da Silva teria sido submetido a um chamado “tribunal do crime”.
Diante do robusto conjunto probatório reunido, a Polícia Civil, por meio do SIG de Três Lagoas, representou pelas prisões dos suspeitos, bem como pela expedição de mandados de busca e apreensão. Após manifestação favorável do Ministério Público, as ordens judiciais foram expedidas em data recente pela Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal da Comarca.
Na manhã desta quinta-feira, a operação foi deflagrada para o cumprimento desses mandados. Um dos suspeitos foi preso em sua residência. O outro já se encontrava custodiado na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, onde o mandado de prisão foi cumprido com o apoio de policiais penais. O terceiro investigado, também apontado como envolvido no crime, faleceu em data recente, conforme informações apuradas.
Durante as ações, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à análise pelos investigadores do NRI, mediante autorização judicial. O objetivo é identificar a possível participação de outras pessoas no crime, garantindo a continuidade e profundidade da investigação.
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