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Mato Grosso do Sul Antecipa Cenário de Risco para Incêndios e Fortalece Ações Integradas em 2026

Destaques:

  • Reunião de órgãos estaduais e federais define estratégias para prevenção e combate a incêndios em 2026.
  • Projeções climáticas indicam risco elevado de incêndios florestais para o próximo trimestre no Estado.
  • Estado avança na adesão a sistema nacional de informações sobre fogo e fortalece fiscalização e monitoramento.

O governo de Mato Grosso do Sul estabeleceu diretrizes para a prevenção e o combate a incêndios florestais em 2026. Em reunião do Centro Integrado de Coordenação Estadual (CICOE/PEMIF), ocorrida em 15 de abril na Capital, órgãos estaduais e federais se uniram para definir ações estratégicas. O encontro, que contou com a participação de representantes do setor ambiental, focou na necessidade de atuação coordenada frente a um cenário climático que exige atenção redobrada nos próximos meses.

Cenário Climático e Riscos

Projeções climáticas indicam um trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média em Mato Grosso do Sul, elevando o risco de incêndios florestais. Embora o mês de março tenha registrado volumes pluviométricos significativos em diversas regiões, a distribuição dessas precipitações foi desigual. A tendência para o período entre maio e julho aponta para precipitação variável e maior probabilidade de calor intenso, com uma chance considerável de ocorrência do fenômeno El Niño.

Integração de Sistemas e Monitoramento

No âmbito da gestão e tecnologia, o Estado avança na adesão ao Sistema Nacional de Informações sobre Fogo (SISFOGO). Este sistema padroniza e integra dados sobre queimadas em nível nacional, estabelecendo protocolos para o registro de ocorrências, emissão de autorizações de queima e monitoramento das ações de combate. A iniciativa visa fortalecer a atuação conjunta entre órgãos ambientais e operacionais, além de possibilitar a captação de recursos federais e o aprimoramento das estruturas estaduais.

Estratégias de Combate e Prevenção

Informações sobre o monitoramento de áreas críticas reforçam a necessidade de atuação preventiva. Observa-se a predominância de queimadas em áreas de pastagem e uso agropecuário, bem como em vegetação nativa, indicando a recorrência de queimas irregulares. Diante disso, há uma demanda por ações coordenadas de fiscalização e orientação. Como encaminhamento, os órgãos participantes definiram o fortalecimento da atuação integrada, com foco no monitoramento de áreas de reincidência, no planejamento da Temporada de Incêndios Florestais 2026 e na consolidação de sistemas de informação que possam ampliar a capacidade de resposta do Estado. A estratégia delineada prioriza o uso de dados, tecnologia e a integração institucional como pilares para a redução de riscos e a proteção dos biomas sul-mato-grossenses.

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