Destaques:
- Pela primeira vez em sua história, a Associação Brasileira de Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj) é presidida por uma mulher, uma juíza de Mato Grosso do Sul.
- A nova gestão da entidade nacional conta com a presença de dois magistrados sul-mato-grossenses em posições-chave.
- A liderança de MS na Abraminj reforça o papel do estado na defesa dos direitos e na promoção de políticas públicas para crianças e adolescentes em âmbito nacional.
Um Marco para a Representatividade e para o Judiciário de MS
A magistrada Katy Braun do Prado, titular da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso da comarca de Campo Grande, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj). A eleição simboliza um momento de notável avanço para a entidade, pois, desde sua fundação, é a primeira vez que uma mulher assume o posto máximo da diretoria executiva. Este fato não apenas ressalta a ascensão feminina em posições de liderança no Judiciário, mas também projeta Mato Grosso do Sul em um palco de debates nacionais cruciais.
A Associação congrega magistrados de todo o país especializados na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Sua atuação é fundamental para o fortalecimento institucional, o aprimoramento técnico e a promoção de políticas públicas voltadas a essa faixa etária. O protagonismo sul-mato-grossense na nova gestão se estende com a presença do juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da comarca de Dourados, que ocupa o cargo de secretário-geral da Abraminj. Essa representatividade ampliada no cenário nacional é um testemunho da qualidade e do engajamento do Judiciário de Mato Grosso do Sul com a temática da infância e da juventude, uma tradição que já havia sido evidenciada com a presidência do desembargador aposentado Joenildo de Sousa Chaves entre 2008 e 2012.
Os Desafios da Proteção Integral e o Papel de Mato Grosso do Sul
A nova liderança da Abraminj chega em um momento em que os desafios para a proteção integral de crianças e adolescentes se mostram cada vez mais complexos. As premissas que norteiam a atuação da magistratura nesse campo – defesa dos direitos fundamentais, atuação firme, ética e independente – são reafirmadas como pilares essenciais. A urgência da proteção integral demanda uma atuação articulada e sensível às demandas sociais, sublinhando a responsabilidade do sistema de Justiça na garantia da dignidade, da convivência familiar e, sobretudo, na prevenção e combate a todas as formas de violência.
O estado de Mato Grosso do Sul, com a ascensão de seus magistrados a essas posições de destaque nacional, assume uma responsabilidade ampliada em influenciar e guiar as discussões sobre o futuro da jurisdição da infância e da juventude no Brasil. A experiência e o conhecimento acumulados no contexto regional podem agora reverberar em estratégias e políticas aplicáveis em escala nacional, fortalecendo o diálogo institucional e o aperfeiçoamento contínuo dos princípios da prioridade absoluta e da proteção integral. Este protagonismo de MS levanta a questão de como a perspectiva local, rica em particularidades e necessidades, pode enriquecer o debate e aprimorar as práticas em todo o país, reforçando a importância de se olhar para as realidades específicas ao formular soluções abrangentes.


