Desempenho Geral e Comparativo Regional
Mato Grosso do Sul registra um efetivo ativo de 14.022 profissionais de segurança pública, apresentando índices superiores à média nacional em importantes corporações. Este cenário se contrapõe a diversas outras regiões do país, conforme aponta o levantamento “Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil”. Embora não haja um parâmetro definitivo para o número ideal de agentes por habitante, a comparação entre os estados brasileiros evidencia um desempenho notável do Mato Grosso do Sul, mesmo diante de um quadro ainda longe do ideal.
Análise por Corporação e Estratégias Futuras
Ao analisar as corporações isoladamente, o estudo revela que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul exibe um desempenho superior à média nacional. A Polícia Penal também se destaca, situando o estado 11 pontos percentuais acima da média brasileira, um feito significativo diante do aumento da população carcerária e da dificuldade de reposição de servidores. Em contrapartida, a Polícia Militar enfrenta um déficit considerável.
O fortalecimento das forças de segurança, segundo o levantamento, não se restringe à ampliação direta dos efetivos, uma vez que limitações fiscais e o crescimento das despesas previdenciárias dificultam expansões significativas em curto prazo. A prioridade apontada é a melhoria da gestão do quadro existente. Uma das estratégias sugeridas é a substituição de policiais em funções administrativas por servidores civis em áreas como tecnologia, atendimento, comunicação, logística e apoio administrativo. Tal medida permitiria direcionar os policiais para atividades primordiais como policiamento ostensivo, investigação criminal e perícia, sem necessariamente aumentar o número de contratações.
Desequilíbrio Nacional e Proporção de Agentes
O cenário nacional, segundo o relatório, evidencia um desequilíbrio no aumento de efetivos. Enquanto o Brasil registrou um acréscimo de 22.341 agentes em relação ao ano anterior, com destaque para as Guardas Municipais, corporações como as Polícias Civis, a Polícia Federal, as Polícias Penais e a Polícia Rodoviária Federal apresentaram estagnação ou redução de pessoal. Essa disparidade pode intensificar a fragmentação do sistema de segurança pública, reforçando a necessidade de otimizar a distribuição dos profissionais e adotar critérios técnicos para o dimensionamento dos quadros. Em Mato Grosso do Sul, algumas corporações ainda não atingem a marca de um agente por mil habitantes, refletindo a proporção de agentes em relação à população.

