Mato Grosso do Sul está prestes a testemunhar um marco político inédito no estado. Pela primeira vez desde a implementação da reeleição em 1998, um vice-governador disputará a continuidade no cargo. José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha, teve sua candidatura à reeleição confirmada na convenção estadual do Republicanos, consolidando a parceria com Eduardo Riedel (PP) para a disputa eleitoral.
Um Cenário Histórico para o Estado
Até este momento, nenhum companheiro de chapa de um governador eleito em Mato Grosso do Sul seguiu para uma segunda disputa pelo mesmo cargo. A decisão de Barbosinha e a composição da chapa com Riedel representam uma ruptura com essa tradição estadual, alinhando-se a uma tendência observada em disputas nacionais, onde a repetição de chapas presidenciais tem se tornado mais comum. Em 2022, por exemplo, a disputa presidencial viu uma repetição da chapa governista.
Trajetórias Anteriores de Reeleição em MS
A história recente de reeleições para o governo de Mato Grosso do Sul revela caminhos distintos para os vices. Em 2002, Zeca do PT buscou a reeleição, mas seu vice na época, Moacir Kohl (PDT), rompeu a aliança e concorreu em oposição, sendo derrotado. Mais adiante, em 2010, André Puccinelli (MDB) concorreu ao segundo mandato com Simone Tebet. Seu vice original, Murilo Zauith, seguiu caminho distinto naquele pleito, candidatando-se ao Senado. Já em 2018, Reinaldo Azambuja (PSDB) disputou a reeleição tendo Murilo Zauith como parceiro. A então vice-governadora, Rose Modesto, foi eleita deputada federal em vez de seguir para uma nova disputa como vice.
A confirmação de Barbosinha como candidato a vice-governador ao lado de Eduardo Riedel configura a possibilidade da primeira “dobradinha” a se repetir na disputa pelo mais alto cargo executivo do estado. O prazo para o registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral se estende até o dia 15.

