Destaques:
- Apenas um dos 15 vereadores de Corumbá cogita disputar vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) em 2026.
- Convenções partidárias, que iniciam em 20 de julho, serão decisivas para a formalização de candidaturas.
- Regras eleitorais permitem o registro de múltiplas candidaturas por partido para cargos proporcionais, mas a baixa adesão em Corumbá levanta questões sobre representatividade.
Em Corumbá, quarta maior cidade de Mato Grosso do Sul e um importante polo regional a 425 km da capital, o cenário político para as eleições de 2026 aponta para uma representatividade diminuta na Assembleia Legislativa. Dos 15 vereadores em exercício, apenas um demonstra intenção concreta de concorrer a uma vaga de deputado estadual. O vereador Luis Francisco de Almeida Vianna, conhecido como Chicão Viana (Republicanos), figura como pré-candidato, tendo mudado de sigla para viabilizar sua aspiração, uma movimentação que chegou a ser alvo de questionamentos por infidelidade partidária, mas que não resultou em impedimento.
O período de convenções partidárias, que se estende de 20 de julho a 5 de agosto, será o palco onde partidos e federações definirão seus projetos eleitorais, incluindo a formação de coligações e a escolha de seus representantes. Após essa fase, os candidatos formalizarão seus registros junto à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A eleição de 2026 demandará a escolha de presidente, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais.
As regras eleitorais estabelecem limites para o registro de candidaturas. Para cargos executivos, como presidente e governador, apenas uma candidatura é permitida por partido, federação ou coligação. No caso do Senado Federal, a quantidade de candidaturas permitidas varia conforme o número de vagas em disputa. Já nas eleições proporcionais, como para deputado federal e estadual, os partidos e federações podem registrar candidatos em número equivalente a 100% das vagas disponíveis, acrescido de uma unidade. Em Mato Grosso do Sul, com 24 vagas de deputado estadual, cada agremiação pode apresentar até 25 nomes. As legendas também precisam cumprir a cota de gênero, garantindo entre 30% e 70% de candidaturas para cada gênero, sob risco de indeferimento em caso de descumprimento.
A perspectiva de que apenas um vereador corumbaense dispute uma cadeira na Alems levanta um questionamento fundamental: quais as razões para a aparente retração de interesse dos demais legisladores municipais em buscar projeção estadual? Seria uma falta de estrutura partidária para impulsionar candidaturas, uma avaliação de poucas chances de êxito em um cenário competitivo, ou uma estratégia para focar na esfera municipal? A configuração de uma única candidatura de Corumbá para a Alems pode indicar uma fragilidade na articulação política para a representatividade da quarta maior cidade do estado em âmbito estadual, o que pode ter implicações diretas na defesa de seus interesses e demandas perante o governo e o legislativo estadual.

