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Mato Grosso do Sul Prepara Unidades de Saúde para Efeitos do El Niño em Dez Cidades

A Capital e mais nove cidades de Mato Grosso do Sul terão unidades de saúde adaptadas para lidar com os efeitos do El Niño e das mudanças climáticas. Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ponta Porã, Aquidauana, Coxim, Miranda, Paranaíba, Caarapó e Porto Murtinho foram designadas como prioritárias durante o evento “Sala de Guerra”, promovido pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), em Campo Grande.

Destaques:

  • Dez municípios sul-mato-grossenses terão infraestrutura de saúde reforçada para o El Niño.
  • O plano AdaptaSUS, da Secretaria de Estado de Saúde, foca em diagnóstico e capacitação de equipes.
  • Projeções climáticas indicam alta probabilidade de El Niño intenso, com impactos em chuvas e temperaturas elevadas no estado.

Estratégia de Adaptação na Saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica, desenvolveu o plano AdaptaSUS. A iniciativa visa adaptar o Sistema Único de Saúde (SUS) às mudanças climáticas, com uma primeira etapa dedicada ao diagnóstico das melhorias necessárias nas unidades de saúde.

A proposta do AdaptaSUS é um plano de enfrentamento. O processo inclui a realização de um diagnóstico detalhado nas unidades de saúde para identificar pontos de aprimoramento, além da capacitação de profissionais para reconhecer agravos à saúde relacionados às condições climáticas. O plano busca identificar as fragilidades dos serviços de saúde e orientar as adaptações necessárias diante das alterações climáticas.

Cenário Climático e Projeções para MS

Os efeitos do El Niño já foram observados em eventos como as chuvas intensas no Rio Grande do Sul e os vendavais no Rio de Janeiro. Projeções climáticas indicam que fenômenos extremos se tornaram mais frequentes.

Há uma probabilidade de 97% de permanência do El Niño até o início de 2027. A chance de o fenômeno atingir forte intensidade entre setembro, outubro e novembro deste ano é de 81%, com pico previsto para outubro.

Em Mato Grosso do Sul, a previsão aponta para chuvas acima da média entre agosto e outubro. Nos meses de novembro e dezembro, as temperaturas devem registrar índices acima ou muito acima da média. Esse cenário pode resultar em menor umidade do ar, fator que favorece o aumento das queimadas. A atenção aos monitoramentos, previsões e alertas é fundamental para mitigar possíveis danos.

Prevenção e Gestão de Riscos

A Defesa Civil Estadual ressaltou que Mato Grosso do Sul, até o momento, não registrou desastres climáticos de grandes proporções, ao contrário de cenários observados em estados vizinhos. Contudo, os incêndios florestais representam uma exceção, configurando um desastre que se manifesta de forma pulverizada ao longo do ano.

O propósito da “Sala de Guerra”, conforme destacado pela Agems, é promover o conhecimento, o planejamento e a preparação para eventuais cenários decorrentes das alterações climáticas no estado.

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