Nove pessoas foram mortas em 15 dias na região norte de Mato Grosso do Sul. Os crimes ocorreram em Cassilândia, Paranaíba, Costa Rica e Chapadão do Sul. A violência empregada e possíveis ligações com a disputa entre o PCC e o Comando Vermelho chamam a atenção.
Destaques:
- Ao menos 9 mortos em 4 cidades do norte de MS em pouco mais de duas semanas.
- Crimes violentos, como o de pai e filha em Cassilândia, levantam suspeitas de guerra entre facções.
- Investigações apontam ampliação da atuação de organizações criminosas na região, com envolvimento de adolescentes.
Em Cassilândia, o caso mais recente foi no sábado (1º). Um homem e sua filha de 3 anos morreram após o carro em que estavam ser alvejado. A Polícia Civil investiga a ligação do crime com facções. O homem já havia sobrevivido a um ataque e constava em uma lista atribuída ao Comando Vermelho.
Na mesma cidade, em 27 de julho, um homem de 29 anos foi executado. Perfis ligados ao CV divulgaram fotos da vítima com a palavra “eliminado” nas redes sociais, prática semelhante usada contra supostos rivais.
Paranaíba também registrou aumento na violência. No dia 19 de julho, mãe e filho foram mortos a tiros em casa. Dez dias depois, outro homem foi executado enquanto dormia com cerca de 12 disparos. A motivação exata ainda é apurada.
Em Costa Rica, um homem foi assassinado com aproximadamente 12 tiros na última sexta-feira (1º). A motivação segue sob investigação. Em Chapadão do Sul, um segurança foi morto em 25 de julho. Dias antes, outro homicídio já havia mobilizado as forças de segurança locais.
Além da sequência de assassinatos, investigações indicam que organizações criminosas intensificaram sua atuação na região. Um levantamento identificou 13 casos envolvendo adolescentes em ocorrências ligadas ao PCC e ao Comando Vermelho em um período recente. Os registros apontam adolescentes em diversas funções, de executores a informantes e transportadores de armas.
Listas com nomes de supostos membros do PCC circulam em perfis ligados ao CV, contendo ameaças e fotos de pessoas mortas. Essas publicações citam moradores de Cassilândia, Inocência e Miranda, com associações feitas pelos próprios administradores dos perfis.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que as postagens de perfis ligados a organizações criminosas são monitoradas e não representam ameaça relevante à segurança pública do Estado.

