- Senador Nelsinho Trad (PSD) retirou sua candidatura à reeleição para o Senado.
- A ação visa unificar a centro-direita e fortalecer o apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) em MS.
- Nelsinho agora ocupa a primeira suplência na chapa de Reinaldo Azambuja (PL) ao Senado.
O senador Nelsinho Trad (PSD) desistiu de sua candidatura à reeleição ao Senado. A decisão visa priorizar a unidade do grupo político que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) em Mato Grosso do Sul.
A mega convenção partidária, que reúne sete partidos em Campo Grande, marcou o anúncio. O parlamentar destacou que compartilha da mesma visão dos aliados, inclusive em relação ao cenário nacional.
Com a saída de Nelsinho da disputa, ele assume a primeira suplência na chapa de Reinaldo Azambuja (PL). A segunda suplência ficou com o ex-secretário estadual de Fazenda, Felipe Mattos (União Brasil).
O Gesto de Nelsinho
Nelsinho Trad tomou a decisão após avaliar o projeto defendido pelo grupo. Ele considerou haver convergência tanto sobre os rumos do Estado quanto em relação ao cenário nacional. Optou por deixar de lado o projeto pessoal para contribuir com a união dos aliados.
“Esse gesto é em cima de uma unidade. De um projeto que eu acredito e que eu acabei de ouvir aquilo que eu sempre defendi na minha vida pública”, afirmou o senador, que agradeceu aos que o apoiam, destacando a grandeza da atitude.
O senador acredita na continuidade do trabalho de Riedel, citando saúde, educação, emprego e renda como prioridades. Para Nelsinho, a reeleição do governador é parte fundamental do projeto que motivou sua não-candidatura ao Senado.
Nelsinho recordou que o grupo político está unido desde 2014. A decisão, destacou, exigiu que colocasse os interesses coletivos acima da própria candidatura.
“Eu tive que agir com a razão. Essa é a quinta eleição majoritária que eu disputo. As quatro últimas me deram a segurança de que fiz o que tinha que ser feito. Sem olhar para mim, mas principalmente para olhar por esse grupo”, declarou.
Além do projeto estadual, o senador mencionou posições políticas que aproximam o grupo do cenário nacional. Nelsinho defende um Estado brasileiro mais enxuto, com menos ministérios, maior atenção às contas públicas e às empresas estatais.
“Para um Brasil melhor e para Mato Grosso do Sul, cada vez mais forte, é que tomei essa atitude”, completou. Ele também pretende atuar na campanha de Riedel e dos demais aliados, mas evitou antecipar próximos passos políticos.
União da Centro-Direita em MS
Reinaldo Azambuja afirmou que a desistência de Nelsinho busca unificar o campo de centro-direita em um projeto comum. O grupo, destacou, reúne antigos adversários políticos, agora unidos para esta eleição.
“O que motivou Nelson a abrir mão de uma candidatura ao Senado, evitando que muitas vezes entrássemos com um campo dividido, foi uma união de propósito para juntar o campo da direita e do centro. Acho que a gente conseguiu unificar”, ressaltou Azambuja.
Azambuja citou a aproximação com nomes que estiveram em palanques diferentes nas eleições de 2022, como Capitão Contar (PL), André Puccinelli (MDB) e Rose Modesto (União Brasil). A união, explicou o ex-governador, consolida a continuidade do trabalho em Mato Grosso do Sul.
Ele frisou que o grupo prioriza o social, mas sem esquecer que “desenvolvimento e emprego é o melhor programa social que existe no país e para os nossos estados”.
A decisão de Nelsinho, ressaltou o ex-governador, demonstra a disposição de abrir mão de projetos individuais em favor da aliança. Ele agradeceu a Felipe Mattos pelo ingresso na chapa, que agora busca uma campanha unificada. A composição tem como candidatos ao Senado o próprio Azambuja e Contar.
O ex-governador conectou a união estadual ao cenário nacional, mencionando diferentes pré-candidaturas à Presidência. O grupo sul-mato-grossense, declarou, atuará no campo de centro-direita para influenciar os rumos da eleição nacional.

