InícioPoliciaFraudes Eletrônicas Disparam em Campo Grande: Mais de 4.800 Ocorrências no Ano

Fraudes Eletrônicas Disparam em Campo Grande: Mais de 4.800 Ocorrências no Ano

Destaques:

  • Campo Grande registrou mais de 4.800 ocorrências de fraudes eletrônicas no primeiro semestre, alta de 29,1% comparado ao ano anterior.
  • Um idoso de 83 anos perdeu cerca de R$ 390 mil após cair em um golpe por telefone.
  • Especialistas alertam sobre golpes comuns e orientam sobre como se proteger e o que fazer após ser vítima.

As fraudes eletrônicas têm crescido em Campo Grande. No primeiro semestre do ano, mais de 4.800 boletins de ocorrência foram registrados na Capital, um aumento de 29,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Os casos passaram de 3.724 para 4.809.

Criminosos utilizam diversas táticas, como ligações de falsos gerentes bancários, filhos que trocam de número ou informações sobre processos judiciais. Um idoso de 83 anos, por exemplo, perdeu R$ 393.900 em um golpe onde acreditava falar com o gerente de sua agência. Os bandidos, munidos de dados pessoais, o enganaram para realizar a transação via Pix.

O delegado da 5ª Delegacia de Polícia Civil, Leandro Azevedo, destaca que o golpe do empréstimo consignado fraudulento é comum entre vítimas idosas. Nessa modalidade, é exigido o pagamento de taxas antecipadas para a liberação do crédito, o que nunca se concretiza.

Para se proteger, a orientação é desconfiar de contatos não solicitados. Bancos não ligam para clientes pedindo dados ou para realizar transações. Qualquer comunicação vinda do ambiente digital sem ter sido pedida deve ser verificada. Criminosos usam o gatilho da urgência, como a perda de descontos ou contas atrasadas, para pressionar as vítimas.

A regra principal é: nunca pague para receber dinheiro. Seus dados pessoais em posse de outra pessoa não garantem confiabilidade. É fundamental desconfiar de quem demonstra ter informações suas.

Após ser vítima de um golpe, o primeiro passo é acionar o banco para tentar a restituição através do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta do Banco Central que visa bloquear valores. Em seguida, é essencial registrar um boletim de ocorrência, reunindo o máximo de provas como prints de conversas e comprovantes, para auxiliar na investigação.

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