Destaques:
- Vice-governador de MS, Barbosinha, rejeita comparações entre Corumbá e Rio de Janeiro em relação ao crime organizado.
- Declaração surge após ataque a comboio policial e morte de suspeito em Corumbá.
- Barbosinha classifica o combate ao crime como uma “luta” e afirma que o Estado sairá vencedor.
O vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa (Republicanos), classificou o combate ao avanço do crime organizado no estado como uma “luta”. A declaração surge em meio a tensões em Corumbá, onde um ataque a um comboio da Polícia Militar resultou na morte de um suspeito envolvido na execução de um policial na cidade.
Informações preliminares apontam para um conflito entre as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como causa da morte do policial. Barbosinha, com experiência anterior na Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), busca afastar o temor da população de equiparar a situação em Mato Grosso do Sul ao cenário do Rio de Janeiro.
“Eu não vejo que haja singularidade de colocar o que acontece no Rio de Janeiro associado a Corumbá. Rio de Janeiro é zona conflagrada de guerra, espaço ocupado pela criminalidade, eu não vejo como fazer, estabelecer um paralelo. Temos problemas, estamos enfrentando os problemas, mas não tem como você atribuir equivalência da situação do Rio com Corumbá. Estamos acompanhando e enfrentando”, declarou o vice-governador.
Moradores de Corumbá haviam comparado o cenário local a situações de tiroteios frequentes no Rio de Janeiro. Relatos descrevem o momento do ataque ao comboio: “Bagulho’ tá louco aqui no posto, hein?! Os policiais do Bope estavam transportando os presos e os bandidos fecharam os policiais no posto. Começaram a trocar tiros de fuzil, os caras correram tudo para o mato com fuzil. Do nada, começaram a encostar vários policiais ali, Choque, PRF, PM. Os caras trocando tiros de fuzil no posto”, disse um morador.
Rubens Zilio Neto, o suspeito morto durante o ataque, era investigado por envolvimento na tentativa de execução de um suposto integrante do CV, que culminou na morte do policial Marcelo Pimenta. Ele seria o condutor do veículo na ocasião.
“Eles [do crime organizadora] querem [avançar], mas o Governo está muito atento, acompanhando para não deixar que eles floresçam. Agora é uma luta, é uma luta, é uma estrutura de crime organizado que estão enfrentando a resistência do Estado. Agora uma coisa eu tenho certeza, o Estado vai vencer”, afirmou Barbosinha.
O ataque ao comboio ocorreu quando equipes do Bope transportavam o suspeito de Corumbá para Campo Grande. O veículo teria parado em um posto de combustíveis na BR-262, no distrito de Albuquerque, para troca de pneu. Neste momento, tiros de fuzil partiram de uma área de mata. O suspeito, ligado ao PCC, foi atingido e morreu no local. Circulam informações sobre um prêmio em dinheiro pela sua morte.
O Bope iniciou buscas pelos criminosos, com apoio de mais equipes policiais. O incidente envolveu troca de tiros de fuzil, o que chamou atenção de quem presenciou a ação. Nenhum policial sofreu ferimentos.
A morte do policial Marcelo Pimenta ocorreu na terça-feira (30), durante uma tentativa de abordagem. Investigações apontam que criminosos tentaram executar um integrante do CV conhecido como “Coelho” em Ladário. Um dos envolvidos morreu em confronto, e Rubens Zilio Neto, vulgo “Apolo”, foi preso. Ewerton, outro suspeito, assumiu participação no assassinato do policial e indicou locais de armas, sendo identificado como integrante do PCC.

