O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se recentemente suspeito e impedido de atuar em processos importantes relacionados ao Banco Master. As decisões envolvem tanto a análise da prisão de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, quanto um pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados.
A primeira declaração de suspeição de Toffoli diz respeito à manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, que foi decretada pelo ministro André Mendonça, relator do caso. A questão começou a ser votada em plenário virtual da 2ª Turma do STF nesta sexta-feira. Com o afastamento de Toffoli, a votação contará com os ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e o próprio André Mendonça.
Em outro desdobramento, Toffoli também se declarou impedido de relatar uma solicitação do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar havia acionado o Supremo cobrando a instalação de uma CPI na Câmara para investigar supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. Rollemberg alegou que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), estaria adiando a instalação da comissão “sem justificativa”. Para este caso, o ministro Cristiano Zanin foi designado como relator e, posteriormente, rejeitou a ação. Zanin apontou “defeitos processuais” no pedido do deputado e determinou que a análise da inicial cabe, de fato, ao presidente da Câmara.
As recusas de Toffoli vêm na esteira de um episódio ocorrido no mês anterior, quando o ministro já havia deixado a relatoria do caso Master. Naquela ocasião, ele foi substituído por André Mendonça após a Polícia Federal (PF) informar ao presidente do Supremo, Edson Fachin, sobre mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. Tais mensagens continham menções a Toffoli, que é um dos sócios do resort Tayayá, um empreendimento no Paraná. O Tayayá foi adquirido por um fundo de investimentos com ligações ao Banco Master e atualmente é alvo de investigações da Polícia Federal.
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