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Reta final da janela partidária: Políticos de MS deixam “troca-troca” de legendas para a última hora

O cenário político de Mato Grosso do Sul entrou em ebulição com a proximidade do fechamento da janela partidária, marcado para o dia 3 de abril. Seguindo o tradicional costume de tomar decisões cruciais nos momentos derradeiros, a maioria dos parlamentares sul-mato-grossenses que planejavam mudar de sigla aguardou as 48 horas finais do prazo para oficializar as novas filiações.

O dispositivo da janela permite que detentores de mandatos eletivos proporcionais (deputados federais e estaduais) troquem de legenda sem o risco de perder o cargo por infidelidade partidária. Vale ressaltar que os vereadores eleitos em 2024 não podem usufruir deste benefício em 2026, por não estarem em fim de mandato. Já ocupantes de cargos majoritários, como senadores e governadores, gozam de maior liberdade para migrar de partido a qualquer momento, desde que apresentem justa causa ou aproveitem períodos de transição.

Movimentações na bancada federal e Senado

No Senado Federal, a movimentação mais aguardada envolve Soraya Thronicke. Atualmente no Podemos, a parlamentar sinaliza uma migração para o PSB, buscando novos alinhamentos para o pleito de 2026.

Entre os deputados federais, o cenário foi de muitas conversas e poucas rupturas definitivas. Beto Pereira (PSDB) confirmou sua saída do ninho tucano rumo ao Republicanos. Já os deputados Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, que chegaram a ventilar a saída do PSDB, recuaram após uma rodada de negociações diretas com o presidente nacional da sigla, Aécio Neves, optando pela permanência na legenda.

Dança das cadeiras na Assembleia Legislativa

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o tabuleiro político sofreu alterações significativas:

  • João Henrique Catan: Deixou o PL para se tornar o principal rosto do Partido Novo no estado.

  • Lídio Lopes: Oficializou sua entrada no Avante, assumindo o comando do diretório estadual da sigla.

  • Baixas no PSDB: Os veteranos Paulo Corrêa, Mara Caseiro e Zé Teixeira preparam a saída do partido. Mara e Zé já indicaram o PL como destino, onde devem se juntar aos deputados Neno Razuk e Coronel David.

Por outro lado, nomes como Lia Nogueira, Pedro Caravina e Jamilson Name, que chegaram a flertar com outras agremiações, decidiram, após intensas articulações internas, manter-se fiéis ao PSDB.

Autonomia e embates nacionais

O período também foi marcado por declarações fortes. A ministra Simone Tebet, embora em cargo no Executivo, teve seu nome citado em meio às articulações do PSB. Ao comentar pressões externas, Tebet foi enfática ao afirmar que possui total autonomia política e que considera “absolutamente deselegante” qualquer tentativa de direcionamento sobre suas escolhas partidárias.

Com o relógio correndo contra os indecisos, as próximas horas devem consolidar o novo mapa de forças políticas que buscará o voto do eleitorado sul-mato-grossense nas próximas eleições.

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