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Justiça mantém preso operador do jogo do bicho em Maracaju; investigação aponta elo com clã Razuk

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido de liberdade para Anderson Alberto Gaúna, detido desde novembro de 2025. Gaúna é investigado por sua atuação como operador do jogo do bicho em Maracaju. De acordo com o Ministério Público do estado, ele estaria agindo em favor do grupo liderado por Roberto Razuk e seus familiares.

A ligação de Gaúna com a organização é sustentada por elementos da investigação, incluindo uma conversa interceptada onde ele mencionaria manter vínculo com os Razuk. Um pedido anterior de habeas corpus já havia sido indeferido pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mas o desembargador Jonas Hass Silva Júnior confirmou a decisão de manter a prisão preventiva.

Na fundamentação, o magistrado salientou que fatores como ter família constituída, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não são suficientes para justificar a soltura. O caso ainda será avaliado pela 1ª Câmara Criminal.

Operação Successione e estrutura criminosa

A prisão de Anderson Alberto Gaúna faz parte da Operação Successione, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação investiga uma organização criminosa envolvida com jogos ilegais em Mato Grosso do Sul. Em sua quarta fase, realizada em novembro de 2025, a operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diversas cidades sul-mato-grossenses, incluindo Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã, além de outros estados.

As investigações indicam que, após a desarticulação do grupo liderado por Jamil Name na Operação Omertà, o clã Razuk teria se fortalecido para assumir o controle do jogo do bicho em regiões estratégicas do estado.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) já denunciou o deputado estadual Neno Razuk, seu pai Roberto Razuk e outros membros da família, apontados como o núcleo central da organização. Segundo a acusação, o grupo operava de forma estruturada e com uso de violência para garantir o monopólio da contravenção, empregando práticas como corrupção, lavagem de dinheiro e roubos contra concorrentes. Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas, e o MPMS pede a condenação dos envolvidos e o pagamento de R$ 36 milhões por danos causados. As investigações prosseguem e o caso está em andamento na Justiça sul-mato-grossense.

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