A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26 de março de 2026), uma ofensiva coordenada para desmantelar a estrutura logística de uma organização criminosa interestadual. Denominada Operação Barril 67, a ação cumpriu mandados de prisão e busca em três estados, focando em suspeitos que gerenciavam o transporte de armamento pesado e entorpecentes em larga escala.
Ao todo, agentes federais e estaduais executaram sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Durante as incursões, as equipes apreenderam veículos de luxo — incluindo uma Mercedes-Benz —, além de computadores, celulares e documentos que comprovam a movimentação financeira e operacional do grupo.
Rastro deixado em Bataguassu
A investigação que culminou na operação de hoje é um desdobramento direto de uma grande apreensão ocorrida em fevereiro de 2025, no município de Bataguassu (MS). Na ocasião, forças de segurança interceptaram um carregamento de quase 600 quilos de cocaína, acompanhado de quatro fuzis, munições e silenciadores, que tinham como destino o mercado paulista.
A partir daquele flagrante, o trabalho de inteligência da FICCO/MS conseguiu rastrear a “espinha dorsal” do esquema, identificando os responsáveis por articular as rotas e os meios de transporte das cargas ilícitas. Os alvos de hoje são apontados como as peças-chave que garantiam que as armas e as drogas atravessassem as fronteiras estaduais com segurança.
Integração contra o crime
A FICCO/MS — composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Guarda Civil Metropolitana — reforça que a integração entre as instituições é a principal ferramenta para asfixiar o poder financeiro das facções. Os materiais recolhidos nesta manhã passarão por perícia técnica para identificar outros integrantes da rede e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro vinculados ao tráfico.
A operação recebe o nome de “Barril 67” em alusão ao código de área de Mato Grosso do Sul e à robustez da estrutura criminosa que tentava se consolidar como um corredor logístico para o crime organizado no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

