Destaques
- Estande da Casa do Artesão na COP15 em Campo Grande apresenta a diversidade da arte sul-mato-grossense.
- Peças artesanais de materiais diversos, incluindo cerâmica, madeira e fibras naturais, atraem público nacional e internacional.
- Vendas expressivas e reconhecimento da importância cultural do artesanato local marcam a participação no evento global.
A biodiversidade e a riqueza cultural do Mato Grosso do Sul estão em evidência durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), realizada em Campo Grande. No Shopping Bosque dos Ipês, local que sedia parte das atividades do evento, um estande dedicado ao artesanato sul-mato-grossense oferece aos participantes a oportunidade de conhecer e adquirir peças que representam a identidade do estado. A iniciativa, organizada pela Casa do Artesão, visa não apenas divulgar a arte local, mas também impulsionar a economia criativa de Mato Grosso do Sul.
Representatividade e Valorização Cultural
Ronaldo Chagas Correa, com 33 anos de atuação na Fundação de Cultura e oito na Casa do Artesão, relata o sucesso da iniciativa no contexto da COP15. O evento, que congrega autoridades e especialistas de diversas partes do mundo, tem proporcionado um fluxo expressivo de visitantes interessados em conhecer o trabalho dos artesãos sul-mato-grossenses. “O fluxo de pessoas, muita gente de outros países, não só do Brasil, mas também do exterior, admirando nosso artesanato, comprando, então eu acredito que está sendo bem proveitoso, bem dinâmico, as pessoas estão gostando bastante”, afirmou Correa.
Ele ressalta a diversidade de produtos expostos, que incluem desde itens de uso cotidiano, como ímãs de geladeira, até peças que remetem às culturas indígenas, como cerâmicas e materiais tradicionais. A presença de amigurumis, camisetas e peças em biscuí e cerâmica amplia o leque de opções para os visitantes. “Por ser um evento internacional, a arte sul-mato-grossense está tendo uma representatividade muito boa. Nós estamos sendo bem avaliados pelas pessoas, pelo público que está vindo aqui comprar. Acredito que ela vai ter uma repercussão muito grande para o nosso artesanato sul-mato-grossense”, pontuou.
Impacto Econômico e Reconhecimento
Os resultados das vendas no estande já demonstram o potencial econômico do artesanato local. Segundo Ronaldo Chagas Correa, somente no primeiro dia do evento, foram comercializados cerca de R$ 10 mil em peças artesanais. Este montante reflete o interesse e a valorização que o público confere à produção local, especialmente em um contexto internacional.
Visitantes que passaram pelo estande expressaram satisfação com a qualidade e a variedade das peças. Cláudia Czarneski, funcionária do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, adquiriu diversos itens, incluindo peças em madeira, cerâmica e em tecido, destacando a autenticidade e o trabalho manual envolvido. “Eu achei incrível porque são peças artesanais, tem peças pintadas a mão, são todas, a maioria é feita a mão. Tem tanto artesanato de madeira quanto de cerâmica, amigurumi. Então eu acho que está bem variado, tem muita coisa, tem coisa para casa. Preço super bom”, comentou.
Claudia Pinho, diretora do Departamento de Povos e Comunidades Tradicionais, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, enfatizou a diversidade e a representatividade cultural do artesanato exposto. “E representa muito a cultura, principalmente, pantaneira. Das coisas que eu vi e das coisas que eu achei muito lindas, tem muita representação dos originários, dos povos indígenas. E isso faz toda uma diferença”, declarou. Ela considera a presença do artesanato um diferencial importante em eventos como a COP, pois permite que os participantes levem consigo uma lembrança autêntica do Pantanal e de Mato Grosso do Sul.
Um Olhar do Público Local
Andressa Lima, voluntária na COP15 e residente em Rio Verde, também visitou o estande e compartilhou sua admiração pelos trabalhos apresentados. “Ainda não consegui comprar nada, mas está muito lindo o trabalho do pessoal. Eu gostei muito dos imazinhos de geladeira que fizeram, muito bonitinho, todas as espécies representadas, bem legal. Tem uns imazinhos que foram feitos, não sei se é realmente a semente ou se é o formato da semente, tem alguns de arara que eu achei bem bonito, eu acho que vou levar um para casa, tem umas coisas pintadas a mão também, bem bonitas, muito legal o trabalho”, relatou.
A COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) é uma conferência global da ONU que reúne governos e especialistas para negociar ações de conservação da fauna migratória. O Brasil, com Campo Grande (MS) como sede em 2026, sedia o evento com foco na proteção de espécies que cruzam fronteiras, destacando a biodiversidade do Pantanal e áreas úmidas. O tema “Conexão Sem Fronteiras” reforça a necessidade de cooperação internacional para a sobrevivência dessas espécies.
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