O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) julgará nesta terça-feira, 17 de março, o recurso eleitoral que pode impactar o cenário político de Aquidauana. O processo em questão envolve o vereador e atual presidente da Câmara Municipal, Everton Romero, que busca reverter uma decisão desfavorável do Ministério Público Eleitoral (MPE).
O MPE contesta a absolvição de Romero em primeira instância, onde o parlamentar foi acusado de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, popularmente conhecida como compra de votos. A denúncia centra-se em supostas irregularidades ocorridas em 5 de outubro de 2024, na véspera das eleições municipais.
Segundo a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), a distribuição indevida de combustível em um posto no centro da cidade teria como objetivo beneficiar a candidatura de Everton Romero. A investigação aponta que Bruno Bica, assessor ligado ao vereador, teria coordenado a liberação de combustível para veículos sem o pagamento imediato pelos condutores.
Durante a tramitação do processo, diferentes versões foram apresentadas para justificar as operações no posto. Um casal relatou ter recebido o combustível como forma de pagamento pela venda de peixes a Bruno Bica. Outro motorista alegou que o abastecimento foi quitado por terceiros em troca de serviços de propaganda sonora, afirmando desconhecer Bruno Bica e não trabalhar para Everton Romero.
Everton Romero tem negado qualquer envolvimento, declarando que Bruno Bica não atuou em sua campanha e não possuía autorização para realizar negociações em seu nome. Apesar da negativa de vínculo direto na campanha, o MPE ressalta a nomeação de Bruno Bica para cargos de confiança ligados ao vereador. Bica ocupou o cargo de Assessor Parlamentar Especial na Câmara Municipal por indicação de Romero e, atualmente, exerce a função de Diretor de Núcleo na Prefeitura Municipal de Aquidauana, com remuneração bruta de R$ 2.313,13.
Em setembro de 2025, a Juíza Eleitoral Kelly Gaspar Duarte considerou a ação como improcedente, avaliando a insuficiência de provas para configurar abuso de poder econômico. O Ministério Público Eleitoral, inconformado com a decisão, apresentou recurso ao TRE-MS buscando reverter a sentença.
Caso o recurso do MPE seja acolhido pelo TRE-MS, Everton Romero poderá enfrentar sanções que incluem a cassação de seu mandato e a declaração de inelegibilidade.
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