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Memória blindada: Mato Grosso do Sul inicia digitalização integral de seu patrimônio documental histórico

O Governo de Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo para proteger a história do estado contra a ação do tempo e eventuais desastres. Uma parceria estratégica, firmada nesta segunda-feira (30 de março) entre a Fundação de Cultura (FCMS) e o Instituto de Preservação Documental e Cultural Interamericana (IPDCI), garantirá a conversão de todo o acervo do Arquivo Público Estadual para o formato digital.

O projeto não se limita aos documentos governamentais. O acordo de cooperação mútua estende a salvaguarda tecnológica aos arquivos de instituições fundamentais para a identidade sul-mato-grossense, incluindo o Instituto Histórico e Geográfico de MS, a Cúria Diocesana de Corumbá e a Polícia Militar.

Segurança e Tecnologia na Preservação

Pelo termo assinado, o IPDCI assume a responsabilidade de fornecer equipamentos de alta performance e corpo técnico especializado para realizar a captura das imagens. Embora o conteúdo digital passe a ter copropriedade entre o Estado e o Instituto — sempre respeitando os parâmetros da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) —, a posse dos documentos físicos originais permanece integralmente com o Poder Público.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura, Eduardo Mendes, a medida funciona como um “seguro” contra imprevistos. “A digitalização assegura que esse patrimônio não seja perdido por fatores como desgaste natural, incêndios ou danos ambientais”, ressaltou, lembrando que a técnica permite o acesso permanente sem a necessidade de tocar em papéis muitas vezes seculares e frágeis.

Salto para a Pesquisa e o Conhecimento

A modernização do Arquivo Público promete revolucionar o trabalho de historiadores, acadêmicos e curiosos. De acordo com o coordenador da unidade, Douglas Alves da Silva, a principal vantagem está na organização e na agilidade:

  • Indexação: Facilita buscas por palavras-chave, economizando horas de pesquisa manual.

  • Redução de Danos: Ao consultar a cópia digital, o pesquisador evita o manuseio do material físico, aumentando drasticamente sua vida útil.

  • Integração: Une fontes históricas de diferentes órgãos em uma única base de dados.

Visão Estratégica do Passado

O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, classificou a ação como um avanço estratégico para a cidadania. Segundo ele, entender o passado por meio de uma base documental sólida é essencial para planejar o futuro do estado. Com a digitalização, registros que datam desde a fundação de Mato Grosso do Sul até os dias atuais estarão a apenas alguns cliques de distância da população em geral.

A iniciativa coloca o estado na vanguarda da gestão documental no Centro-Oeste, transformando pilhas de papéis históricos em um ativo de conhecimento dinâmico, seguro e universalmente acessível.

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