A instabilidade geopolítica no Oriente Médio impactou diretamente o cenário econômico em Mato Grosso do Sul e no Brasil nesta sexta-feira (13). O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,316, registrando uma alta expressiva de 1,41%. Durante o pregão, a moeda americana chegou a atingir R$ 5,325, patamar mais elevado desde 21 de janeiro.
A valorização do dólar reflete a busca global por ativos considerados mais seguros em momentos de incerteza. As crescentes tensões entre Irã e Israel, com relatos de ataques e possíveis intensificações de ações militares, conforme declarações dos Estados Unidos, aumentaram a preocupação com um conflito prolongado e seus efeitos sobre os preços da energia.
Em Mato Grosso do Sul, assim como no restante do país, a volatilidade do dólar pode influenciar o custo de produtos importados, insumos para o agronegócio e o planejamento de viagens internacionais. O setor produtivo local acompanha de perto essas movimentações, que podem afetar as exportações e o custo de produção.
A moeda americana acumulou uma valorização de 1,38% ao longo da semana e já registra uma alta de 3,55% em março. Apesar desse cenário recente, o acumulado do ano ainda mostra uma desvalorização de aproximadamente 3,15% do dólar frente ao real, resultado de quedas significativas observadas nos primeiros meses do ano.
O real se mostrou a moeda emergente com o pior desempenho no mercado internacional, pressionado pela saída de recursos do país e pela maior procura por dólares, impulsionada pela estratégia de proteção de investidores. Para tentar conter essa valorização acentuada, o Banco Central agiu no mercado com a venda de US$ 1 bilhão e a oferta de contratos de swap cambial reverso.
No mercado financeiro, a instabilidade também se fez presente. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, recuou 0,91%, encerrando o dia aos 177.653 pontos. Esse resultado reflete a aversão ao risco dos investidores diante das incertezas geopolíticas e do receio de um conflito mais duradouro no Oriente Médio, que também pressiona os preços do petróleo em âmbito mundial.
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