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Ministro Eloy Terena anuncia R$ 48,7 milhões para saneamento e reforço no combate à chikungunya em Dourados

Em sua primeira agenda oficial em Mato Grosso do Sul como titular do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o ministro Eloy Terena oficializou, nesta quinta-feira (2 de abril), medidas estruturantes e emergenciais para enfrentar a crise sanitária nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. O anúncio principal foi a autorização para o projeto de ampliação do sistema de abastecimento de água, um investimento de R$ 48,7 milhões que visa solucionar a precariedade hídrica, apontada como um dos focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Acompanhado pela presidente da Funai, Lúcia Alberta Baré, e por representantes do Ministério da Saúde, o ministro destacou que a ação integra um pacote de mais de R$ 2,3 milhões já repassados ao município para assistência humanitária, vigilância epidemiológica e limpeza urbana.

Infraestrutura contra a epidemia

A falta de água potável nas comunidades indígenas obrigava os moradores a utilizarem reservatórios improvisados, criando criadouros ideais para o mosquito transmissor da chikungunya. O novo projeto, que será executado pela Agesul, prevê a construção de dois poços tubulares profundos de alta capacidade, estações elevatórias e mais de 184 quilômetros de rede de distribuição, garantindo ligações domiciliares diretas para cerca de 30 mil habitantes até 2033.

“Estamos vindo tanto com respostas emergenciais quanto com respostas estruturais. Não podemos olhar para a reserva como se fosse um mundo isolado da cidade”, afirmou Eloy Terena.

Reforço no atendimento e combate direto

Diante do surto que já registra 914 casos confirmados entre indígenas em Dourados — com 218 internações —, o governo federal anunciou o reforço imediato das equipes de campo:

  • Agentes de Endemias: Contratação de 50 novos profissionais (20 com atuação imediata).

  • Apoio Militar: Mobilização de 90 militares das Forças Armadas para o combate aos focos do mosquito.

  • Saúde Coordenada: Atuação da Força Nacional do SUS em quatro pontos estratégicos das aldeias para identificação precoce de casos graves.

Segurança e Proteção Territorial

Além da crise de saúde, o ministro discutiu a implementação de uma Base de Proteção Territorial em Dourados, adaptando modelos já utilizados na Amazônia. A estratégia visa aumentar a segurança dentro da maior reserva indígena do país, que completa 124 anos em 2026 e abriga os povos Guarani-Kaiowá e Terena em uma área de 3,5 mil hectares.

Eloy Terena também cobrou maior participação da prefeitura na coleta de resíduos sólidos dentro das comunidades, reforçando que a integração de serviços públicos é vital para frear a dinâmica epidemiológica atual.

Agenda em Aquidauana

Após cumprir agendas no Hospital Universitário (HU-UFGD) e reunir-se com a reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados, o ministro segue para sua cidade natal. Nesta sexta-feira (3 de abril), Eloy Terena visitará a Aldeia Ipegue, em Aquidauana, onde nasceu, marcando um momento simbólico de retorno às suas origens agora como representante do primeiro escalão do governo federal.

O foco da visita será ouvir as lideranças locais sobre as demandas de demarcação e sustentabilidade das aldeias da região do Pantanal.

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