Um cenário de crescente tensão se desenha no Oriente Médio após uma série de ataques direcionados a instalações de gás natural no Catar. As ações, que tiveram início na madrugada de quinta-feira (19), resultaram em incêndios de grandes proporções e danos significativos às infraestruturas energéticas.
A empresa petroleira do Catar, Catar Energy, confirmou que diversas de suas unidades de produção de gás natural liquefeito (GNL) foram alvos de ataques com mísseis. Este é o segundo incidente em menos de 24 horas, seguindo um ataque anterior contra a refinaria de Ras Laffan, que também gerou danos extensos.
A escalada de confrontos ganhou contornos internacionais com declarações vindas dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump manifestou que Israel seria o responsável pelos ataques iniciais ao campo de gás iraniano South Pars, o maior do mundo, compartilhado entre Irã e Catar. Em resposta, Trump alertou que, caso o Irã atacasse o Catar, os Estados Unidos retaliariam com força devastadora, destruindo o campo de gás South Pars sem a necessidade de consentimento de Israel.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, emitiu um aviso claro, afirmando que o país persa não manterá a contenção se suas infraestruturas continuarem a ser alvejadas. Araghchi declarou que a resposta iraniana aos ataques de Israel utilizou apenas uma fração de seu poder e que qualquer nova agressão resultará em uma resposta sem restrições, exigindo que o fim do conflito aborde os danos causados às instalações civis iranianas.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também se pronunciou, classificando os ataques contra as instalações energéticas do Irã como um grave erro de cálculo. Em comunicado, a IRGC alertou que, caso tais atos se repitam, os ataques contra as redes energéticas do agressor e seus aliados persistirão até a destruição completa, com uma resposta que excederá a intensidade das operações anteriores.
A instabilidade regional e a ameaça a importantes fontes de energia já refletem no mercado global, com uma tendência de elevação nos preços do petróleo.
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