A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande foi palco, na última segunda-feira (16), de uma mobilização de movimentos sociais do campo. Organizações que compõem a Frente Unitária Agrária do Estado ocuparam o prédio em um ato para cobrar celeridade e avanços nas políticas de reforma agrária em Mato Grosso do Sul.
Representando um contingente significativo de 12 a 13 mil famílias ligadas à luta pela terra na região, os manifestantes apresentaram uma pauta robusta de reivindicações. Entre as principais exigências, destaca-se a liberação de um montante de R$ 2 bilhões, destinado à aquisição de novas áreas para a reforma agrária no estado, visando a ampliação dos assentamentos.
Além da demanda financeira, o grupo pleiteia a intensificação de vistorias em propriedades rurais, a revisão dos critérios e normas que regem a seleção de famílias para os assentamentos, e aprimoramentos no Programa Nacional de Crédito Fundiário, ferramenta essencial para o desenvolvimento dos assentados.
A mobilização, que também integra as ações da Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra, conhecida como “Aromas de Março”, não se limita apenas à distribuição de terras. Os movimentos enfatizam a necessidade de investimentos em infraestrutura rural, como habitação adequada, perfuração de poços artesianos para garantir acesso à água, e o fortalecimento do apoio à produção e às cooperativas já estabelecidas nos assentamentos.
O objetivo central da ocupação, conforme declarações de lideranças presentes, é estabelecer um canal de diálogo direto com a superintendência regional do Incra. A expectativa é que, através dessas negociações, as demandas possam ser articuladas e, posteriormente, encaminhadas de forma efetiva ao governo federal, buscando soluções concretas para as dificuldades enfrentadas pelas famílias rurais de Mato Grosso do Sul.
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