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Mato Grosso do Sul Integra Megaoperações Nacionais de Segurança Prisional Contra o Crime Organizado

Mato Grosso do Sul participou recentemente de uma das maiores mobilizações de segurança pública do país. O estado integrou a 10ª edição da Operação MUTE, executando simultaneamente a Operação Modo Avião. Ambas são ações de inteligência penal estratégicas, focadas na desarticulação de organizações criminosas que atuam dentro do sistema prisional.

Coordenadas nacionalmente pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), as operações tiveram condução estadual pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e sua Polícia Penal, por meio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp).

Em Mato Grosso do Sul, as ações foram direcionadas às seis maiores unidades prisionais do estado. A execução contou com a participação de centenas de policiais penais, incluindo operacionais do Comando de Operações Penitenciárias (COPE), responsáveis pela retirada e contenção de internos, e servidores dos estabelecimentos penais, que realizaram as vistorias. Um representante da Senappen acompanhou os trabalhos. Os resultados oficiais desta fase serão divulgados posteriormente pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Um dos pontos distintivos desta etapa foi o emprego de tecnologias avançadas, que aprimoram a eficácia das inspeções e ampliam a capacidade operacional das equipes. Entre os recursos utilizados estão equipamentos táticos de revista eletrônica, georradar de penetração no solo e conjuntos portáteis de varredura (TTK), ferramentas que permitem identificar ilícitos ocultos com maior precisão e agilidade. O investimento nessas tecnologias integra um montante superior a R$ 59 milhões aplicado pela Senappen em todo o país, visando ao fortalecimento da segurança pública e ao aumento da efetividade das ações nas unidades prisionais.

O foco principal das operações é interromper as comunicações ilícitas utilizadas por organizações criminosas, especialmente a retirada de aparelhos celulares que, de forma irregular, ingressam nos estabelecimentos penais e são empregados para coordenar crimes externos. Além disso, as ações também combatem a entrada e circulação de outros materiais proibidos.

Durante as mobilizações, os policiais penais realizaram revistas simultâneas em celas e pavilhões, com base em planejamento estratégico e dados de inteligência. O trabalho seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, proporcionalidade e segurança da informação, garantindo eficiência operacional aliada ao respeito às normas vigentes.

A Operação MUTE, reconhecida como uma das maiores de caráter nacional no sistema prisional, promoveu uma atuação integrada em todas as unidades da federação. A iniciativa fortalece a cooperação entre a União, os Estados e o Distrito Federal no enfrentamento qualificado ao crime organizado.

Paralelamente, a Operação Modo Avião atuou como um braço complementar e estratégico, com foco direto na localização, inabilitação e apreensão de celulares. Por meio de técnicas de bloqueio de sinal e varreduras eletrônicas, a operação busca “silenciar” as comunicações ilegais, uma referência direta ao seu nome, impedindo que organizações criminosas mantenham articulações com o exterior.

A direção da Agepen e sua Polícia Penal destacam que as operações transcendem a mera apreensão de itens. Elas representam uma estratégia contínua de fortalecimento do Estado dentro do sistema prisional, com a modernização dos procedimentos operacionais e o enfrentamento firme às organizações criminosas, demonstrando que o combate ao crime começa também dentro dos presídios.

Obtido via RSS Feed para: agepen.ms.gov.br

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