O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) instituiu uma rede nacional com o objetivo de integrar os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em todo o país. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 38, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (16), e tem um impacto direto nas ações de proteção da fauna em Mato Grosso do Sul.
A nova iniciativa, denominada Rede Cetas, busca aproximar as unidades de manejo de fauna silvestre espalhadas pelo Brasil, permitindo a troca de informações técnicas e a padronização de procedimentos. Isso abrange desde o atendimento inicial e a triagem até a reabilitação de animais resgatados, apreendidos de tráfico ou entregues voluntariamente. Para um estado com a rica biodiversidade de Mato Grosso do Sul, onde o resgate e a recuperação de animais silvestres são atividades frequentes e de grande importância, essa coordenação nacional promete otimizar os esforços locais.
A criação da rede visa estabelecer protocolos comuns de atuação dentro do instituto, além de organizar o registro de dados sobre os animais atendidos. A coordenação da Rede Cetas ficará sob a responsabilidade da Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama, assegurando uma gestão centralizada e eficiente do sistema.
Uma das principais mudanças é a padronização do registro das informações sobre os animais atendidos. As unidades Cetas, incluindo aquelas que operam ou colaboram com entidades em Mato Grosso do Sul, deverão utilizar o SisCetas (Sistema Nacional de Gestão de Fauna Silvestre) ou outra plataforma indicada pelo Ibama. Essa medida permitirá registrar detalhadamente a origem dos resgates, o estado de saúde dos animais, os tratamentos recebidos e o destino após a triagem, construindo um banco de dados nacional mais completo e acessível.
A Portaria nº 38 também abre a possibilidade de participação de instituições externas. Órgãos ambientais estaduais, universidades, centros de reabilitação e outras entidades que atuam com fauna silvestre podem aderir à rede de forma voluntária e gratuita. A condição para a adesão é a apresentação de uma carta de intenções que demonstre capacidade técnica e infraestrutura para o manejo dos animais. Essa abertura é especialmente relevante para Mato Grosso do Sul, onde a colaboração entre diferentes atores é fundamental para a conservação da fauna.
É importante destacar que a participação na Rede Cetas não prevê transferência de recursos financeiros ou bens por parte do Ibama. O foco da iniciativa é promover a articulação técnica entre as instituições e fortalecer a gestão das informações sobre fauna silvestre em âmbito nacional, consolidando os esforços em prol da conservação da vida selvagem brasileira e beneficiando diretamente as iniciativas estaduais.
A portaria entrou em vigor na data de sua publicação, marcando um novo capítulo para o manejo de animais silvestres no Brasil e suas implicações para a proteção da biodiversidade de Mato Grosso do Sul.
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