Mato Grosso do Sul deflagrou uma operação de guerra contra as arboviroses, com foco crítico na região da Grande Dourados. Diante da escalada de casos de Chikungunya, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) anunciou um pacote de medidas emergenciais que integra assistência hospitalar, vigilância epidemiológica rigorosa e uma estratégia de vacinação inédita no país.
O plano de resposta rápida prioriza o município de Dourados, que passa a contar com 15 novos leitos exclusivos para o tratamento de casos moderados e graves da doença. Além da estrutura física, o Estado garantiu o suprimento de medicamentos da farmácia básica para o manejo clínico imediato dos pacientes, visando reduzir a letalidade e o agravamento dos quadros de saúde.
Vacinação estratégica e territórios indígenas
Uma das principais novidades no combate ao vírus é a inclusão de Mato Grosso do Sul na estratégia piloto de vacinação contra a Chikungunya do Ministério da Saúde. A solicitação formal foi feita pela SES após o monitoramento identificar um cenário epidemiológico preocupante, especialmente em comunidades indígenas.
A atuação nesses territórios é considerada prioritária. Equipes técnicas realizam a presença contínua nas aldeias, promovendo a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) e a capacitação de Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN). Essa frente de trabalho conta com uma articulação interinstitucional rara, unindo esforços da SES, Sesai, DSEI e a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados.
Monitoramento e tecnologia no controle vetorial
Para dar suporte às decisões de campo, foi estruturada uma Sala de Situação com monitoramento diário, que evolui para a ativação de um Centro de Operações de Emergência (COE) em Dourados. O Laboratório Central (Lacen) também recebeu reforço para garantir que os diagnósticos sejam confirmados com rapidez, permitindo ações de bloqueio mais eficazes.
No combate direto ao mosquito Aedes aegypti, o Estado enviou um arsenal logístico aos municípios, incluindo:
UBV Pesado (Fumacê): Veículos para pulverização em áreas críticas.
Bombas Costais Motorizadas: Para aplicação direcionada em focos específicos.
Borrifação Residual (BRI): Atuação em pontos estratégicos para eliminar criadouros.
Resposta coordenada
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, o sucesso da operação depende da união entre o cuidado com o paciente e a vigilância no território. “É uma resposta estruturada para reduzir a transmissão e garantir cuidado adequado à população”, afirmou o gestor. A secretária-adjunta, Crhistinne Maymone, também esteve presente em Dourados para alinhar as estratégias locais e garantir que as equipes de campo tenham o suporte necessário para a busca ativa de focos e orientação aos moradores.
A ofensiva contra a dengue, zika e chikungunya permanece em estágio de alerta máximo, com equipes mobilizadas para atuar em todas as frentes até que os indicadores epidemiológicos apresentem estabilidade.




