Mercado Nacional Sente a Restrição de Oferta do Cereal
Produtores e consumidores de Mato Grosso do Sul acompanham com atenção a escalada nos preços do milho. A menor disponibilidade do cereal para negociação imediata no mercado nacional tem intensificado a disputa entre compradores, resultando em significativas altas em diversas regiões produtoras, um cenário que impacta diretamente o Estado.
A restrição na oferta do grão ocorre mesmo com a colheita da safra de verão em andamento e com estoques de passagem considerados confortáveis. Dados indicam que o estoque inicial da safra 2025/26, que começou em fevereiro, deve atingir 12,68 milhões de toneladas, um volume substancialmente superior às 1,88 milhão de toneladas registradas na temporada anterior (2024/25).
Fatores que Pressionam a Alta
A explicação para a oferta mais contida reside, em parte, na estratégia dos produtores. Neste período, a prioridade tem sido a entrega da soja e a semeadura da segunda safra de milho, o que naturalmente reduz a disponibilidade imediata do cereal para venda. Além da postura mais restritiva dos vendedores, a demanda por milho segue aquecida, com compradores buscando ativamente recompor seus estoques e garantir o abastecimento para as próximas semanas.
Um fator adicional que preocupa o setor é a disputa por fretes, que já se encontra acirrada e tende a se intensificar. Essa situação está diretamente ligada à elevação nos preços dos combustíveis, influenciada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo potencial impacto no transporte global de petróleo, como o Estreito de Ormuz. O aumento dos custos logísticos pode ser repassado ao preço final do milho, elevando ainda mais as despesas para o agronegócio sul-mato-grossense.
Impacto no Mato Grosso do Sul
Para Mato Grosso do Sul, um dos pilares do agronegócio brasileiro, o aumento do custo do milho representa uma preocupação estratégica. O cereal é um componente vital na formulação de rações para animais, e sua valorização impacta diretamente os custos de produção para criadores de gado de corte e leiteiro, aves e suínos no estado. A elevação desses custos pode, em última instância, ser repassada ao consumidor final, gerando reflexos na economia regional.
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