Campo Grande se firma como um modelo de sucesso em saneamento básico no Brasil. A capital sul-mato-grossense alcançou a notável 4ª colocação no Ranking do Saneamento 2026, entre os 100 maiores municípios do país, evidenciando um avanço significativo rumo à universalização dos serviços essenciais para a população local.
Os dados, provenientes do mais recente levantamento do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), revelam que apenas 37 cidades brasileiras atingem níveis próximos às metas estabelecidas pelo novo marco legal do setor. Nesse seleto grupo, Campo Grande não só se destaca como uma das líderes, mas também consolida sua posição como referência nacional.
Este progresso vai além dos números. No coração da cidade, a Praça Ary Coelho serve como um exemplo tangível, oferecendo água potável, tratada e gelada gratuitamente à população. Esta iniciativa simples, mas eficaz, ilustra como o saneamento básico tem se integrado de forma visível e direta ao cotidiano dos campo-grandenses.
Em 2024, a Capital registrou uma cobertura de abastecimento de água de 98,72%, superando com folga a média nacional de 84,1% e se aproximando do patamar de excelência de 99% exigido pelo ranking. No esgotamento sanitário, o salto é igualmente expressivo, com 91,11% de cobertura, valor consideravelmente superior aos 56,7% observados no restante do país. Este desempenho coloca Campo Grande em um grupo restrito de capitais que já ultrapassaram 90% de coleta de esgoto, um dos maiores desafios históricos do setor no Brasil.
Este cenário positivo é impulsionado por um ritmo robusto de investimentos. O município aplicou R$ 217,39 por habitante, um montante significativamente acima da média nacional (R$ 137,02) e da média das capitais (R$ 138,27). Tal volume de recursos é considerado crucial para assegurar a universalização dos serviços. O diretor-presidente da Agereg, José Mário Antunes, tem a meta de antecipar prazos, com a expectativa de que Campo Grande atinja a universalização do esgotamento sanitário antes de 2033, prazo estabelecido pelo novo marco legal. A curto prazo, o objetivo é alcançar 98% de cobertura até 2028.
O avanço no saneamento transcende a infraestrutura, impactando diretamente indicadores de saúde pública, qualidade de vida e o desenvolvimento econômico da região. Esses fatores são cada vez mais determinantes para atrair investidores e organismos internacionais. Ao figurar entre as cinco melhores do país, Campo Grande não apenas aprimora seus próprios índices, mas também se firma como um farol de progresso em um país onde o saneamento básico ainda representa um desafio para milhões de cidadãos.
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